“Computadorzinho” Raspberry Pi 2

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Se você nunca ouviu falar da famosa placa/computador Raspberry Pi, fique sabendo que esta acaba de receber uma atualização para a sua segunda versão de hardware! A Raspberry Pi original foi concebida em 2011 com o intuito de se conseguir vender a um preço muito baixo uma placa de desenvolvimento que com algum pouco esforço de desenvolvimento de software pudesse também servir como um computador de baixíssimo custo.

Placa Raspberry Pi Original de 2011

Placa Raspberry Pi Original de 2011

Algumas variações desse modelo de placa surgiram de lá pra cá, mas sempre trazendo em seu cerne o processador BCM2835, da marca Broadcom, com um núcleo ARM11 de 700MHz, que já era um núcleo datado há muito tempo, uma vez que a ARM, empresa especializada em criar arquiteturas de núcleo de processadores, já tem estabelecida uma arquitetura superior em desempenho há anos.

Placa Raspberry Pi A+, uma das variações com chip BCM2835

Placa Raspberry Pi A+, uma das variações com chip BCM2835

E finalmente está chegando ao mercado a Raspberry Pi 2 com o processador BCM2836, da mesma marca, mas com uma única diferença, o núcleo que agora é um ARM Cortex-A7 de 900 MHz que promete melhorar o desempenho das aplicações.

Placa Raspberry Pi 2

Placa Raspberry Pi 2

A grande novidade no entanto, além de suportar as distribuições específicas de linux Ubuntu e Raspbian (uma derivação do Debian mais otimizada), a placa terá suporte ao Microsoft Windows 10!

Sistema Operacional Microsoft Windows 10 rodará na Raspberry Pi 2

Sistema Operacional Microsoft Windows 10 rodará na Raspberry Pi 2

Já é possível encontrar a Raspberry Pi 2 em distribuidores internacionais ao custo de US$ 35.

Via: Raspberry Pi Blog

Videoconferência “Portátil”

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A Logitech Business, derivação da Logitech com foco em equipamentos voltados ao meio corporativo, está lançando no mercado um equipamento que promete facilitar as conexões de video e audio conferências.

Logitech Business

Logitech Business

É um daqueles equipamentos tudo em um, com câmera, microfone, alto-falantes…. e bateria! Nos dias atuais é muito comum nas empresas, grupos de pessoas se reunirem num determinado local para se comunicarem virtualmente através de videoconferências com outro grupo de pessoas que pode ser uma empresa cliente ou mesmo uma parte da equipe que trabalha fisicamente em outro lugar.

 Logitech ConferenceCam Connect

O Logitech ConferenceCam Connect nas cores vermalha e prata

Para tal, existem algumas possibilidades:

  • Equipamentos sofisticados (leia-se de custo bastante elevado) de empresas especializadas, os quais já não são tão comuns nos ambientes corporativos porque precisam ser instalados em local apropriado e não oferecem mobilidade alguma;
  • O próprio notebook de alguém, utilizando câmera e microfone do próprio computador ou mesmo conectando-os externamente para ter algum ganho de performance em video ou em audio;
  • Ou mesmo ainda um dispositívo móvel como um tablet ou um smartphone.

Com exceção da primeira alternativa que possui um hardware e um software dedicados a essa função, notebooks, tablets e smartphones são levados ao extremo de seus processamentos para conseguirem realizar essa suposta “simples” tarefa de videoconferência.

Topo do Logitech ConferenceCam Connect

Topo do Logitech ConferenceCam Connect

O Logitech ConferenceCam Connect entra para ajudar esses dispositivos, que neste caso são computadores com Windows 7 ou 8.1, Mac com MacOSX 10.7 (ou superior) e Chromebooks (não qualquer um, apenas com processador Intel Core2Duo ou melhores). Você pode fazer espelhamento de imagens com seu celular (Android ou Windows Phone) através de bluetooth, pareando via NFC.

Câmera do Logitech ConferenceCam Connect

Câmera do Logitech ConferenceCam Connect

A “ajuda” que este dispositivo fornece aos computadores que estarão conectados a algum software de video conferência (Skype, Hangout, etc), é no quesito processamento de som e imagem, já que será este dispositivo quem captará a imagem e o som ambiente, aplicará todos os filtros necessários e fará a compactação. Cabendo ao computador apenas re-transmitir as informações captadas pela porta USB para a internet.

Controle Remoto

Controle Remoto

Obviamente, o som e a imagem que este dispositivo consegue captar são superiores até mesmo aos  que notebooks topo de linha (que podem chegar a custar dezenas de milhares de reais) conseguem, porque é com essas características de “melhor som e imagem” que a Logitech pretende ganhar mercado com este produto.

Especificações de câmera:

  • Capta resolução até 1920×1080;
  • Codifica video no formato H.264;
  • Abertura focal de 90º com autofoco;
  • Zoom digital de 4x;
  • Tecnologia de melhoria de contrastes mesmo em ambientes escuros;
  • Tilt e pan controlados por controle remoto ou por aplicativo;
  • LED indicador de transmissão de vídeo.
  • Especificações dos microfones:
  • Capta em 360º em até 3,65 metros de distância;
  • Filtros de eco e cancelamento de ruídos;
  • LED indicador de audio transmitido ou mudo;
  • Frequências captadas entre 100 Hz a 16kHz;
  • Sensibilidade de -34dB.

Especificações das caixas de som:

  • Resposta em frequencia de 140 hz a 16 kHz;
  • Máximo volume de 91 dBSPL em 0,5 m;
  • Distorção menor que 5% em 200Hz.
USB e HDMI no Logitech ConferenceCam Connect

Portas HDMI e USB do Logitech ConferenceCam Connect

Além disso tudo o equipamento ainda possui uma saída HDMI para ser ligada a um televisor, por exemplo. Conta com bateria interna com duração de até 3h para vídeo e até 15h para áudio, senso essas totalmente recarregadas em até 3h. O preço do produto nos EUA gira em torno dos 500 dólares.

Via: Logitech Business

USB: Novo Conector e Atualização no Protocolo

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A porta USB é provavelmente a interface que mais impactou a computação nos últimos 20 anos. Antes de sua existência, qualquer dispositivo acoplado externamente ao computador carecia de alguém com um certo nível de conhecimento na área da computação para fazê-los funcionar perfeitamente. Ela trouxe a simplicidade nas interconexões dos dispositivos. E agora ela promete mais uma revolução (talvez a última, antes que as tecnologias de aimentação sem fio comecem a se popularizar).

bitamp_USB3_logo

Logotipo da USB 3.0 conhecido como USB SuperSpeed

Um novo conector vem para suprir as deficiências encontradas em suas gerações passadas:
  • Pequeno no tamanho, mas com grande robustez: Inicialmente em duas versões, uma delas se destaca no quesito “ajudando a diminuir as coisas”, já que é feito para se encaixar “cravado” na placa de circuito impresso, logo, ganha-se com uma altura menor e com uma mecânica de fixação mais robusta.
Conector USB Tipo C

Conector USB tipo C reversível “cravado” na Placa de Circuito Impresso

  • Reversível, “tanto faz” na hora de conectar o cabo: Não precisa mais temer ao conectar o cabo sem estar olhando para o conector, agora tanto faz a orientação do conector do cabo, ao conectar. Isso porque todos os sinais estão duplicados no receptáculo (parte que geralmente está no computador)
Pinagem Conector USB tipo C

Pinagem Superior (esquerda) e Inferior (direita) do Conector USB tipo C

  • Maior capacidade de corrente elétrica: Além de suportar uma corrente de 3A em 5V, o conector pode chegar até 5A em 20V! Ou seja, uma potência de até 100W!!
Tabela comparativa USB

Tabela comparativa de alimentação para os padrões USB

E essa atualização de protocolo passando de 3.0 para 3.1?
Duas coisas chamam bastante a atenção:
– Maior velocidade. O dobro. A USB passa dos 5 Gbps máximos para 10 Gbps! transformando em bytes, temos algo em torno de 1.25 GB/s! E passa a se chamar USB SuperSpeedPlus (ao invés de apenas USB SuperSpeed, no caso da versão 3.0).
– Mas talvez o grande trunfo da versão 3.1 seja possuir um controle quase que total na tensão de alimentação do barramento. Isso, por exemplo, permitirá que você carregue seu notebook pelo próprio conector USB!
Ainda em 2015 veremos computadores e dispositivos usufruindo dessa nova USB. Prova disso é que a Tektronix, uma das maiores fabricantes do mundo em equipamentos de teste e medição, acaba de lançar seu software de automação para ser utilizado em seus equipamentos com a finalidade de realizar testes totalmente automatizados em dispositivos que queiram estar de acordo com todas normas da especificação 3.1 da USB.
Tela software Tektronix

Tela do software de testes da Tektronix para validar dispositivos USB 3.1

Talvez você esteja se perguntando: como ficará a comunicação de um dispositivo USB 3.0 com um dispositivo USB 3.1? Bom, se o seu computador possuir uma porta USB 3.0 (essa porta continuará sendo USB 3.0. Se o seu computador permitir, você provavelmente poderá instalar placas PCI express que lhe concedam portas USB 3.1) a um dispositivo externo USB 3.1, ambos irão conversar utilizando o protocolo USB 3.0. Da mesma forma que se você comprar um computador com portas USB 3.1 e quiser conectar o seu dispositivo externo USB 3.0, a comunicação também será no padrões USB 3.0. Dispositivos USB 2.0 continuarão a se comunicar com dispositivos USB 3.1. Existe apenas uma pequena ressalva que alguns dispositivos USB 1.1 poderão não funcionar conectados a dispositivos USB 3.1.

Projeto Ara chegando… em Porto Rico!

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Lembra daquele projeto do Google de transformar um telefone celular em algo parecido com um brinquedo LEGO, com cada função do celular sendo uma “pecinha” a ser encaixada numa base?
Então, ainda em 2015 ele estará pronto para você adquiri-lo! Desde que você esteja por Porto Rico, é claro.

O País Porto Rico

Mapa de Porto Rico by Google Maps

Sim, segundo anúncio de hoje feito na Conferência do Projeto Ara para desenvolvedores, lá em Mountain View nos EUA, Porto Rico foi escolhido como o primeiro lugar onde este projeto será lançado como produto.

Atualmente o projeto encontra-se em seu segundo protótipo funcional, chamado Spiral 2.
A intenção era utilizar apenas partes mecânicas impressas em simples impressoras 3D nessa fase de protótipos, mas perceberam que já nesse protótipo 2 teriam que apelar para a indústria mecânica para um bom acabamento.

PCB Ara Project

Placa de circuito impresso do protótipo Spiral 2

O Google já trabalha numa versão 3 de protótipo, que talvez possa ser o último antes de virar um produto de fato. E já dispõe de 11 módulos diferentes feitos pela própria equipe do projeto. Estima-se que mais módulos desenvolvidos por outras empresas estarão disponíveis junto com o lançamento do produto em Porto Rico.

Via: @ProjectAra on Twitter